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 Aprendendo Sânscrito - Compostos (1)

Compostos - Um estudo introdutório


 Introdução

Olá, Gabriel Pradīpaka novamente. Esse é o primeiro documento sobre um assunto muito importante na gramática sânscrita: Compostos. Como esses conjuntos de palavras são utilizados comumente em Sânscrito, você tem que conhecer como se formam. É vital para um tradutor ser capaz de "rotular" um determinado composto, para, assim, reconhecer as palavras que o compõem. Por exemplo, se, durante a tradução de um texto, encontro o seguinte composto, como eu faço para reconhecer as palavras que o compõem?:

कृष्णरामौ
Kṛṣṇarāmau

É possível que você já tenha reconhecido a primeira palavra: Kṛṣṇa... mas qual é a segunda?... Rāmau? Nada disso, a palavra é Rāma. A terminação "au" indica que o composto é formado por dois termos: Kṛṣṇa e Rāma, nesse caso. Esse é um bom exemplo de um composto copulativo comum. Como você acabou de ver, se você não souber reconhecer o composto e as regras utilizadas para formá-lo, será muito difícil identificar as palavras que o compõem. É por isso que um estudo sério dos compostos sânscritos é completamente necessário para que seja possível ler e escrever Sânscrito de maneira adequada.

A formação de compostos em Sânscrito não é meramente uma questão de empilhar palavras arbitrariamente. O assunto é muito mais profundo e fica cada vez mais complicado à medida que você se aprofunda nele. De qualquer forma, não se preocupe, porque explicarei tudo a você em detalhes. Quero que você aprenda compostos sânscritos, mas não quero que fuja em desespero, haha! Você precisa saber um detalhe sobre a minha maneira de pensar sobre o ensino e aprendizado de Sânscrito:

Não concordo com os professores de Sânscrito que dizem que a língua sânscrita é muito fácil de aprender. Quando me dizem isso, sempre sinto que alguém está mentindo para mim. Talvez seja uma "mentira inocente" para estimular-me a aprender Sânscrito com entusiasmo, ou talvez alguém esteja tentando vender-me um curso de Sânscrito... e essa não é uma mentira inocente, é claro, mas sim uma mentira malévola. Eu prefiro ser sincero quando ensino Sânscrito. Tenho estudado essa língua por 16 anos (2005) e, na verdade, acredito que ainda sou um novato. A imensidão e profundidade dessa língua são incríveis, e a vastidão da sua literatura está além do entendimento de uma mente humana comum. Além disso, há diferentes estilos de Sânscrito. Alguns textos sânscritos podem ser traduzidos sem nenhuma dificuldade, enquanto que outros são tremendamente difíceis de traduzir. Por exemplo, o uso de compostos longos em algumas escrituras de Trika (um sistema filosófico) torna qualquer tentativa de tradução uma experiência frustrante. Por outro lado, algumas passagens védicas são extraordinariamente difíceis de entender adequadamente, como as do Īśopaniṣad. Na verdade, eu diria que, para traduzir escrituras em Sânscrito que contenham ensinamentos filosóficos, você deveria buscar a ajuda de um mestre que seja erudito nessa filosofia ou estará perdido no mar.

Contudo, estou plenamente convencido de que a língua sânscrita pode ser ensinada de uma maneira muito mais fácil que a utilizada na maioria das gramáticas. Minha missão é ensinar tudo a você de uma maneira simples, mas isso não significa que o Sânscrito é muito fácil. Exige esforço da sua parte. O aprendizado dessa língua não é para pessoas que sofram de preguiça intelectual, mas sim para aqueles que desejam enfrentar um bom desafio ao intelecto. À medida que aprende Sânscrito, o seu intelecto se fortalece. Além disso, as suas emoções também ficam mais fortes, já que você precisa se comprometer a continuar estudando Sânscrito a qualquer custo, apesar das inevitáveis dificuldades em seu caminho, se você quiser ter sucesso no seu empreendimento. Em suma, quando você estuda Sânscrito, a sua vontade, conhecimento e poder de ação se tornam mais fortes.

Dessa forma, eu diria que o Sânscrito não é fácil, mas, ao mesmo tempo, que é possível aprendê-lo com sucesso, se você se esforçar para isso e o seu professor for bom. O problema de aprender Sânscrito não está na dificuldade de uma determinada regra ou grupo de regras, mas sim na imensa quantidade de regras... e exceções... a serem estudadas. A imensidão da gramática sânscrita é a verdadeira dificuldade, sem dúvida. De qualquer maneira, pouco a pouco, como uma formiga carregando uma folha... e depois outra... você fará o seu caminho até o núcleo do Sânscrito. Fique tranquilo e continue estudando, porque o sucesso sempre será seu se você perseverar.

E agora, uma visão geral esclarecedora.


Obrigado a Paulo & Claudio que traduziram este documento do inglês/espanhol para o português brasileiro.


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 Visão geral

Existem quatro classes de compostos sânscritos, algumas das quais se dividem, por sua vez, em subcategorias, como você verá. Os quatro principais tipos de compostos são os seguintes: (1) Copulativo ou Dvandva; (2) Determinativo ou Tatpuruṣa; (3) Atributivo ou Bahuvrīhi e (4) Adverbial ou Avyayībhāva. Por sua vez, os compostos Dvandva podem ser divididos em três subcategorias, etc. etc.... mas, para tornar as coisas mais fáceis, vejamos tudo isso em um quadro simples:

COMPOSTOS
SÂNSCRITOS
DVANDVÁ ou COPULATIVO ITARETARA
SAMĀHĀRA
EKAŚEṢA (esse não é um tipo de composto, mas, na verdade, uma vṛtti ou formação complexa. Explicarei isso a você mais tarde)
TATPURUṢA ou DETERMINATIVO TATPURUṢA (Flexional) Acusativo
Instrumental
Dativo
Ablativo
Genitivo
Locativo
NAN (Negativo)
KARMADHĀRAYA (Apositional) Os compostos Dvigu também estão incluídos nessa categoria
PRĀDI (Preposicional, 1o tipo)
GATI (Preposicional, 2o tipo)
UPAPADA (Compostos que contêm um upapada)
BAHUVRĪHI ou ATTRIBUTIVO SAMĀNĀDHIKARAṆA
(Os membros --geralmente dois-- estão em aposição mútua)
VYADHIKARAṆA
(Os membros --geralmente dois-- não estão em aposição mútua)
AVYAYĪBHĀVA ou ADVERBIAL
Além da classificação geral acima, há uma quinta classe de compostos denominada "Saha supā", que não segue nenhuma das regras que governam o resto dos compostos. Alguns gramáticos falam, inclusive, de seis tipos de compostos. Ainda assim, dizer que há quatro classes de compostos é totalmente correto em um sentido geral, e será muito conveniente no nosso estudo.

Antes de explicar cada classe de composto a você, eu gostaria de responder às seguintes questões:

1) O que são as Vṛtti-s? A palavra Vṛtti possui muitos significados, mas, em gramática sânscrita, significa principalmente uma forma complexa. Há cinco Vṛtti-s... agora, um quadro:

VṚTTI-S ou
FORMAS COMPLEXAS
Kṛt Para formar esse tipo de Vṛtti, você deve adicionar afixos Kṛt ou primários a raízes para formar substantivos, adjetivos e indeclináveis. Por exemplo: o afixo "at" é adicionado a uma raiz de modo que o respectivo particípio presente possa ser formado. Veja: "ad" (comer) + "at" = "adat" (comendo, ou, também, "aquele que come"). Estude Afixos Primários em Afixos, por favor.
Taddhita Para formar esse tipo de Vṛtti, você adiciona afixos Taddhita ou secundários a substantivos para mudar o significado dessas palavras de diferentes maneiras. Por exemplo: o afixo "aka" é adicionado a uma raiz de modo que o sentido de "feito por" possa ser comunicado adequadamente. Veja: "kulāla" (um ceramista) + "aka" = "kaulālaka" (algo que foi feito por um ceramista, isto é, "cerâmica"). Note que o "u" em "kulāla" assumiu o seu substituto Guṇa (au), enquanto que o "a" final foi omitido antes de adicionar "aka". Estude Afixos Secundários em Afixos, por favor.
Dhātu Para formar esse tipo de Vṛtti, você deve obter verbos derivativos a partir de raízes primitivas por meio do uso de diversas regras. Por exemplo: "budh" (conhecer -- uma raiz primitiva). Se quiser expressar "um desejo de conhecer", você deve transformar "budh" en "bubhuts" por meio do uso de várias regras. Essa base "derivativa" pode ser conjugada normalmente, adicionando "a" e as respectivas terminações. Veja: "bubhutsasi" (Você quer conhecer, você deseja conhecer). Estude como formar Dhātuvṛtti-s em Verbos, por favor.
Samāsa Para formar esse tipo de Vṛtti, você deve unir várias palavras para obter uma espécie de "palavra composta". Por exemplo: "yoga" + "āsana" = "yogāsana" (postura yôguica). Estamos estudando "compostos" agora mesmo, em Compostos.
Ekaśeṣa Para formar esse tipo de Vṛtti, você deve manter um entre vários substantivos (geralmente similares em forma) em uma composição de palavras. Veja: "haṁsa" (cisne) + "haṁsī" (cisne fêmea) = haṁsau (um cisne e um cisne fêmea). Note que a palavra "haṁsau" está no gênero masculino, ou seja, nesse tipo de Vṛtti, se houver dois gêneros, apenas o gênero masculino é mantido. Não é um Samāsavṛtti, nem um pouco, mas é geralmente incluída na categoria de Dvandva (compostos copulativos) por conveniência. Ensinarei a você como formar esse tipo de Vṛtti nesse mesmo documento, não se preocupe.

Estamos, agora, prestes a estudar Samāsavṛtti e Ekaśeṣavṛtti (que, de qualquer maneira, é incluída entre os compostos Dvandva, apesar de não ser um composto).

2) Que palavras podem entrar em combinação mútua para formar Samāsa-s ou compostos? Podem ser substantivos, adjetivos, indeclináveis e verbos. Um indeclinável é uma palavra que não pode ser declinada (Ver Declinação na seção Sânscrito)... oh!, sou um gênio!, haha. Os indeclináveis são principalmente palavras que se utilizam adverbialmente. Por exemplo: "tathā" (assim, dessa maneira, etc.); "pratān" (extensivamente); "muhur" (frequentemente, de novo e de novo, etc.) e similares. Continuarei a explicar os indeclináveis mais tarde, não se preocupe.

3) Qual é o gênero de um composto? Normalmente, o gênero de um composto é determinado pelo gênero da sua última palavra. Por exemplo: "Bhaktiyogaḥ" (note que, apesar de "bhakti" ser feminino, o composto é masculino, já que "yoga" é um substantivo masculino). Note, também, que todas as palavras (exceto a última) geralmente aparecem em sua forma bruta ou Prātipadika, ou seja, aparecem como são originalmente... sem nenhum tipo de declinação.
Por exemplo: "Ekapādaprasāraṇasarvāṅgatulāsanam"...

Serei compassivo com você: "Eka-pāda-prasāraṇa-sarva-aṅga-tulā-āsanam". Agora, a tradução: "Postura (āsanam) da balança (tulā) realizada com todos (sarva) os membros ou corpo (aṅga), na qual se estica (prasāraṇa) um (eka)(pāda)". Como você pode ver, todas as palavras (exceto a última, "āsanam") aparecem na sua forma bruta ou Prātipadika. Podem ser encontradas dessa maneira em qualquer dicionário sânscrito, já que não apresentam nenhuma declinação. O gênero do composto coincide o gênero da última palavra, nesse caso. Como eu disse antes, essa é uma regra geral que se deve levar em conta ao construir compostos.

4) Palavras tais como "normalmente", "geralmente" e "regra geral" indicam que há, na verdade, algumas exceções. Isso está correto. Você começará a estudar, nesse documento, uma classe de compostos em particular denominada "Samāhāradvandva" (Ver tabela acima), cujo gênero é sempre "neutro", mesmo que a última palavra seja masculina ou feminina. Por exemplo: "aharniśam", dia (ahar) e noite (niśā). Note que "niśā" é originalmente feminino, mas o gênero muda para neutro no composto, assim: "niśam". Além disso, há um tipo especial de composto no qual as palavras não aparecem em sua forma bruta. Esses compostos são conhecidos como Aluk. Por exemplo: "Bṛhaspatiḥ", Senhor (patiḥ) da oração (bṛhas) --esse é um epíteto do guru dos deuses, segundo a literatura védica--. Note que "bṛhas" é o caso genitivo de "bṛh" (oração), ou seja, "bṛhas" significa "da oração". Se você utilizasse a forma bruta (Prātipadika) da palavra, o composto ficaria: "Bṛh-patiḥ". Então, ao construir esse composto, você mantém uma forma flexionada (declinada), tal como "bṛhas", e não o Prātipadika usual. Como eu disse, esse tipo de composto se chana Aluk, e aparece de vez em quando nos textos Sânscritos. Existe, também, um tipo de composto chamado Nityasamāsa... mas creio que seja suficiente por enquanto ou a sua mente colapsará, hehe. Tudo será ensinado em seu devido tempo, não se preocupe.

5) Se aplicam Regras de Sandhi quando se forma um composto, não é? Certamente... são vitais! É por isso que ensinei Regras de Sandhi a você em Combinação. Tenha-as em mãos, pois, cedo ou tarde, você precisará dessas regras ao formar ou traduzir compostos.

Já chega disso... vamos começar a estudar compostos Dvandva e suas três subcategorias: Itaretara, Samāhāra e Ekaśeṣa.

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 Compostos copulativos

A principal característica dos compostos Copulativos ou Dvandva é que contêm substantivos que, se não fossem unidos para formar um composto, apareceriam separados por "ca" (e). A partícula copulativa "ca" pode ser utilizada de diferentes maneiras para produzir resultados idênticos. Agora, usarei as palavras Kṛṣṇa e Rāma para mostrar como se usa "ca". Se você deseja escrever "Kṛṣṇa e Rāma", pode simplesmente escrever:

कृष्णः च रामः - Kṛṣṇaḥ ca rāmaḥ »» कृष्णश् च रामः - Kṛṣṇaś ca rāmaḥ (pela 3a Regra do Sandhi de Visarga) »» कृष्णश्च रामः - Kṛṣṇaśca rāmaḥ (você deve simplesmente unir "Kṛṣṇaś" e "ca" para terminar de polir a frase) »» Kṛṣṇa e Rāma

Entretanto, você também pode posicionar as palavras de duas maneiras distintas:

कृष्णः रामः च - Kṛṣṇaḥ rāmaḥ ca »» कृष्णो रामश् च - Kṛṣṇo rāmaś ca (pela 2a Regra do Sandhi de Visarga e a 3a Regra do Sandhi de Visarga, respectivamente) »» कृष्णो रामश्च - Kṛṣṇo rāmaśca (você deve simplesmente unir "rāmaś" e "ca" para terminar de polir a frase) »» Kṛṣṇa e Rāma

कृष्णः च रामः च - Kṛṣṇaḥ ca rāmaḥ ca »» कृष्णश् च रामश् च - Kṛṣṇaś ca rāmaś ca (pela 3a Regra do Sandhi de Visarga) »» कृष्णश्च रामश्च - Kṛṣṇaśca rāmaśca (você deve simplesmente unir "Kṛṣṇaś" e "ca", bem como "rāmaś" e "ca", para terminar de polir a frase) »» Kṛṣṇa e Rāma

Assim, há três maneiras gerais como você pode escrever "Kṛṣṇa e Rāma", e uma quarta, que seria na forma de um composto Dvandva ou Copulativo: कृष्णरामौ - Kṛṣṇarāmau

Os compostos Copulativos se dividem em três categorias (duas mais Ekaśeṣa). Aqui estão os nomes de cada uma delas, em conjunto com as suas características principais:

Copulativo
Compostos
Itaretara Esse tipo se caracteriza pela independência entre os membros, ou seja, cada um deles pode ser claramente detectado. Se houver dois membros, o composto toma o número dual, mas, se houver três ou mais, toma a forma plural. O gênero do composto é o do último membro. O composto "Kṛṣṇarāmau" (Kṛṣṇa e Rāma) é um bom exemplo de um composto Copulativo formado por dois membros.
Samāhāra A principal característica desse tipo é que é constituído por um conjunto de palavras cujo significado individual está subordinado ao significado coletivo do composto, se houver algum. Em outras palavras, essa classe de compostos não pode ser sempre traduzida literalmente, mas, sim, o seu significado envolve, muitas vezes, algo mais complexo. O seu gênero é "sempre" neutro (sem importar o gênero do último membro), e o seu número é "sempre" singular. Cuidado aqui! O composto "Āhāranidrābhayam" (As características da vida animal) é um bom exemplo de Samāhāra com um sentido coletivo distinto do significado individual de cada um dos seus membros (āhāra=alimento, nidrā=sono e bhaya=medo). Por sua vez, "Ahinakulam" (Uma serpente e um sacarrabo) é um bom exemplo de um Samāhāra sem um sentido coletivo diferente do significado individual de cada membro (áhi=cobra e nakula=sacarrabo).
Ekaśeṣa A principal característica dessa classe de compostos é que é formada por vários termos similares (seja em forma ou em sentido), mas apenas um deles mantém o número apropriado (singular, dual ou plural), e, se possuírem diferentes gêneros, só o masculino é mantido. Um bom exemplo de termos similares quanto à forma seria o seguinte: "Kṛṣṇau" (Dois Kṛṣṇa-s -no número dual-)" ou "Kṛṣṇāḥ" (Três ou mais Kṛṣṇa-s -no número plural-). Por sua vez, um bom exemplo de termos similares quanto à forma, mas com gêneros diferentes: "Viḍālau" (que pode significar "Dois gatos" ou "Um gato -viḍāla- e uma gata -viḍālā-". Finalmente, um bom exemplo de termos similares quanto ao sentido mas distintos em forma seria o seguinte: "Pitarau" [Pais -poderia ser traduzido como "Dois pais", mas é geralmente interpretado como "mātā" (mãe) e "pitā" (pai), ou seja, "mātā ca pitā", ou "mātā pitā ca", ou mesmo "mātā ca pitā ca" (mãe e pai), onde se mantém somente o gênero masculino].

Um exemplo adicional de Itaretara-s: मधुघृते - Madhughṛte »» Mel (madhu) e manteiga clarificada (ghṛta) -note como o composto adota o número dual no gênero neutro, já que "ghṛta" é um substantivo neutro-

Um exemplo adicional de Samāhāra-s: उष्ट्रखरम् - Uṣṭrakharam »» Camelos (uṣṭra) e burros (khara) -embora esse composto também pudesse ser traduzido "Um camelo e um burro", geralmente não é traduzido no número singular-

Um exemplo adicional de Ekaśeṣa-s: तौ - Tau »» Ele (saḥ) e ela (sā) -embora "Tau" pudesse ser traduzida como "Esses dois" ("tad" ou "esse", no gênero masculino e número dual), também pode ser tomado como um Ekaśeṣa derivado de "sa ca sā", ou "sa sā ca", ou "sa ca sā ca" (Ele e ela), no qual se mantém somente o gênero masculino. É por isso que o composto é "Tau" (masculino) e não "Te" (feminino). Note, também, que a palavra original "saḥ" (ele) perde o Visarga final (ḥ) antes de uma consoante devido à 10a Regra do Sandhi de Visarga-

Já chega disso... por enquanto. Talvez você esteja pensando, "Oh, como são simples os compostos Copulativos!". Bem, a sua alegria atual será completamente estragada, despedaçada, aniquilada e arruinada mais adiante, quando você estudar o tema em profundidade; tenha certeza disso. Oh, eu realmente adoro o Sânscrito, é tão perverso, hehe!

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 Compostos determinativos

A principal característica dos compostos Determinativos ou Tatpuruṣa é que contêm dois membros, e o primeiro "determina" o sentido do segundo. O primeiro membro é denominado "atributivo". Agora, usarei as palavras "Śiva" e "likhitam" (escrito) para mostrar um exemplo de um composto Tatpuruṣa comum (um Tatpuruṣa flexional do tipo Instrumental, nesse caso). Se você quiser escrever "Escrito por Śiva", pode escrever simplesmente:

शिवेन लिखितम् - Śivena likhitam »» Escrito por Śiva (note como a palavra "Śiva" foi corretamente declinada no caso Instrumental - Nas páginas de Declinação, há mais informações sobre declinação)

Entretanto, você pode juntar tudo isso em um composto Tatpuruṣa:

शिवलिखितम् - Śivalikhitam »» Escrito por Śiva (note como a palavra "Śiva" aparece aqui em sua forma bruta ou Prātipadika, isto é, não recebeu nenhuma declinação)

Os compostos Determinativos são divididos em seis categorias. Aqui estão os nomes de cada uma delas, em conjunto com as suas características principais:

Compostos
Determinativos
Tatpuruṣa
(Flexional)
Acusativo Esse tipo se caracteriza pelo fato de que o seu membro atributivo (o primeiro) estaria no caso Acusativo se o composto fosse desfeito. O composto "Kṣayagataḥ" (Alguém que caminhou até a própria destruição) é um bom exemplo de um composto Tatpuruṣa Flexional (Acusativo) (kṣaya=destruição e gataḥ=alguém que foi).
Instrumental Esse tipo se caracteriza pelo fato de que o seu membro atributivo (o primeiro) estaria no caso Instrumental se o composto fosse desfeito. O composto "Devoktaḥ" (Aquilo que foi dito por Deus) é um bom exemplo de um composto Tatpuruṣa Flexional (Instrumental) (deva=Deus e uktaḥ=aquilo que foi dito).
Dativo Esse tipo se caracteriza pelo fato de que o seu membro atributivo (o primeiro) estaria no caso Dativo se o composto fosse desfeito. O composto "Narahitam" (Bom para o homem) é um bom exemplo de um composto Tatpuruṣa Flexional (Dativo) (nara=homem e hitám=bom).
Ablativo Esse tipo se caracteriza pelo fato de que o seu membro atributivo (o primeiro) estaria no caso Ablativo se o composto fosse desfeito. O gênero do composto é o do último membro. O composto "Svargapatitaḥ" (Alguém que caiu do Céu) é um bom exemplo de um composto Tatpuruṣa Flexional (Ablativo) (svarga=Céu e patitaḥ=alguém que caiu).
Genitivo Esse tipo se caracteriza pelo fato de que o seu membro atributivo (o primeiro) estaria no caso Genitivo se o composto fosse desfeito. O composto "Śivasūtrāṇi" (Os aforismos de Śiva) é um bom exemplo de um composto Tatpuruṣa Flexional (Genitivo) (śiva=Śiva e sūtrāṇi=aforismos).
Locativo Esse tipo se caracteriza pelo fato de que o seu membro atributivo (o primeiro) estaria no caso Locativo se o composto fosse desfeito. O composto "Ambarīṣabhṛṣṭaḥ" (Frito em uma frigideira) é um bom exemplo de um composto Tatpuruṣa Flexional (Locativo) (ambarīṣa=frigideira e bhṛṣṭaḥ=frito).
Nan
(Negativo)
Esse tipo se caracteriza pelo fato de que se adicionam as partículas negativas "a" (antes de uma consoante) ou "an" (antes de uma vogal) a um substantivo para formar os compostos Nan. O composto "Asat" (inexistente, que não é verdadeiro, que não é bom) é um bom exemplo de um compsoto Nan (a=in ou que não é, e sat=existente, verdadeiro ou bom).
Karmadhāraya
(Apositivo)
Esse tipo se caracteriza pelo fato de que os seus dos membros estariam declinados no mesmo caso se o composto fosse desfeito. O primeiro membro, ou atributivo, está em aposição com o segundo membro. O composto "Puruṣadevaḥ" (Uma pessoa que é semelhante a Deus) é um bom exemplo de um composto Karmadhāraya (puruṣa=pessoa e devaḥ=Deus).

Os compsotos Dvigu estão incluídos na categoria Karmadhāraya. São compostos Karmadhāraya ou Apositivos em que o membro atributivo (o primeiro) é um numeral. O composto "Tribhuvanam" (Os três mundos) é um bom exemplo de um Dvigu composto (trí=três e bhuvanam=mundo). Sim, está no singular, apesar de que deveria estar no plural. É dessa forma porque o composto indica um conjunto de coisas... bem, explicarei essa regra a você mais adiante.
Prādi
(Preposicional
1o tipo)
Esse tipo se caracteriza pelo fato de que o membro atributivo (o primeiro) é uma preposição. O composto "Praguruḥ" (Um eminente guru ou preceptor) é um bom exemplo de um composto Prādi (pra=eminente -derivado de "pragata"- e guruḥ=guru ou preceptor).
Gati
(Preposicional
2o tipo)
Esse tipo de compostos geralmente se forma adicionando indeclináveis verbais a um grupo específico de termos (que serão descritos mais tarde). O composto "Vaṣaṭkṛtya" (Tendo pronunciado a sagrada palavra Vaṣaṭ) é um bom exemplo de um composto Gati constituído por uma palavra que pertence ao grupo específico de termos supracitado (vaṣaṭ=a sagrada palavra Vaṣaṭ e kṛtya=tendo pronunciado).
Upapada
(Compostos
que contêm
um upapada)
Esse tipo se caracteriza pelo fato de que o segundo membro é um susbtantivo derivado de uma raiz. Por sua vez, esse substantivo está obrigado a receber um afixo Kṛt ou Primário (Ver as páginas Afixos, para mais informação), devido à presença do membro atributivo (o primeiro). Upapada é simplesmente o nome do primeiro membro (atributivo) nesse caso especial, ou seja, o substantivo prefixado a outro substantivo que recebe um afixo Kṛt ou Primário. Daí o nome do composto inteiro: Upapada Tatpuruṣa. O composto "Kumbhakāraḥ" (Um ceramista) é um bom exemplo de um composto Upapada (kumbha=cerâmica e kāraḥ=alguém que faz). Note que a palavra "kumbha" é o "upapada" aqui, já que está subordinada a um substantivo, derivado de uma raiz, que recebe um afixo Kṛt. Esse substantivo especial é o segundo membro (isto é, kāraḥ, derivado da raiz "kṛ" -fazer-), sem dúvida, e recebeu um afixo Kṛt devido à presença do próprio upapada ou primeiro membro.
O gênero dos compostos Determinativo ou Tatpuruṣa é "geralmente" o do último membro.
De qualquer forma, há várias exceções.

Agora, exemplos adicionais de cada tipo de composto Determinativo ou Tatpuruṣa:

Um exemplo adicional de Tatpuruṣa Flexional (Acusativo): शिवश्रितः - Śivaśritaḥ »» Alguém que recorreu (śritaḥ) a Śiva (śiva) -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: शिवं श्रितः - Śivaṁ śritaḥ »» Alguém que recorreu (śritaḥ) a Śiva (śivam)... e "śivam" é o caso Acusativo do substantivo "śiva", o primeiro membro. Por isso, esse tipo de composto é denominado Tatpuruṣa Flexional (Acusativo)-

Um exemplo adicional de Tatpuruṣa Flexional (Instrumental): क्षीरौदनः - Kṣīraudanaḥ »» Arroz (fervido) (odanaḥ) com leite (kṣīra) -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: क्षीरेण ओदनः - Kṣīreṇa odanaḥ »» क्षीरेणौदनः - Kṣīreṇaudanaḥ (o "a" final e o "o" inicial foram combinados de acordo com a 2a Regra Primária do Sandhi de Vogais) »» Arroz (fervido) (odanaḥ) com leite (kṣīreṇa)... e "kṣīreṇa" é o caso Instrumental do substantivo "kṣīra" (leite), o primeiro membro. Por isso, esse tipo de composto é denominado Tatpuruṣa Flexional (Instrumental)-

Um exemplo adicional de Tatpuruṣa Flexional (Dativo): यज्ञघृतम् - Yajñaghṛtam »» Manteiga clarificada (ghṛtam) para o sacrifício (yajña) -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: यज्ञाय घृतम् - Yajñāya ghṛtam »» Manteiga clarificada (ghṛtam) para o sacrifício (yajñāya)... e "yajñāya" é o caso Dativo do substantivo "yajña" (sacrifício), o primeiro membro. Por isso, esse tipo de composto é denominado Tatpuruṣa Flexional (Dativo)-

Um exemplo adicional de Tatpuruṣa Flexional (Ablativo): देवभयम् - Devabhayam »» Temor (bhayam) a Deus (deva) -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: देवात् भयम् - Devāt bhayam »» देवाद् भयम् - Devād bhayam (o "t" final em "devāt" é substituído por "d" pela 3a sub-regra da 2a Regra do Sandhi de Consoantes) »» देवाद्भयम् - Devādbhayam »» Temor (bhayam) a Deus (devāt)... e "devāt" é o caso Ablativo do substantivo "deva" (Deus), o primeiro membro. Por isso, esse tipo de composto é denominado Tatpuruṣa Flexional (Ablativo)-

Um exemplo adicional de Tatpuruṣa Flexional (Genitivo): योगमुद्रा - Yogamudrā »» Selo (mudrā) do Yoga ou União (yoga) -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: योगस्य मुद्रा - Yogasya mudrā »» Selo (mudrā) do Yoga ou União (yogasya)... e "yogasya" é o caso Genitivo do substantivo "yoga" (Yoga ou União), o primeiro membro. Por isso, esse tipo de composto é denominado Tatpuruṣa Flexional (Genitivo)-

Um exemplo adicional de Tatpuruṣa Flexional (Locativo): सूर्यशुष्कः - Sūryaśuṣkaḥ »» Seco (śuṣkaḥ) ao sol (sūrya) -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: सूर्ये शुष्कः - Sūrye śuṣkaḥ »» Seco (śuṣkaḥ) ao sol (sūrye)... e "sūrye" é o caso Locativo do substantivo "sūrya" (sol), o primeiro membro. Por isso, esse tipo de composto é denominado Tatpuruṣa Flexional (Locativo)-


Um exemplo adicional de compostos Nan (Negativo): अनुपपत्तिः - Anupapattiḥ »» Falta de consumação (an-upapattiḥ) -"an" é utilizado antes de vogal, enquanto que "a" é utilizado antes de consoante, por exemplo, "adharma" (injustiça, falta de retidão)-


Um exemplo adicional de compostos Karmadhāraya "padrão" (Apositivo): रक्तपुष्पम् - Raktapuṣpam »» Uma flor (puṣpam) vermelha (rakta)-se você desfizesse o composto, ambos os membros estariam declinados no mesmo caso: रक्तम् पुष्पम् - Raktam puṣpam »» रक्तं पुष्पम् - Raktaṁ puṣpam (o "m" final em "raktam" é substituído por "ṁ" pela 10a Regra do Sandhi de Consoantes) »» Uma flor (puṣpam) vermelha (raktam)... e, como você pode ver, ambos os membros estão declinados no caso Nominativo, com o primeiro membro ou atributivo atuando como uma aposição ao segundo. Por isso, esse tipo de composto é denominado Karmadhāraya ou Tatpuruṣa Apositivo-

Um exemplo adicional de compostos Dvigu, os quais também estão incluídos na categoria de compostos Karmadhāraya (Apositivo): पञ्चपर्वतम् - Pañcaparvatam »» Cinco (pañca) picos ou montanhas (parvatam) -se você desfizesse o composto, ambos os membros estariam declinados no mesmo caso: पञ्च पर्वताः - Pañca parvatāḥ »» Cinco (pañca) picos ou montanhas (parvatāḥ) [ver Números (3) para mais informação sobre declinação de numerais]... e, como você pode ser, ambos os membros estão declinados no caso Nominativo, com o primeiro membro ou atributivo atuando como uma aposição ao segundo. Por isso, os compostos Dvigu também são considerados como Karmadhāraya-s ou Tatpuruṣa-s Apositivos-


Um exemplo adicional de compostos Prādi (Preposicional 1o tipo): अतिमुक्तिः - Atimuktiḥ »» Uma libertação (muktiḥ) sem igual (ati) -a preposição "ati" deriva de "atikrānta" (sem igual), nesse caso específico. Dessa forma, se você desfizesse o composto, a frase ficaria: अतिक्रान्ता मुक्तिः - Atikrāntā muktiḥ »» Uma libertação (muktiḥ) sem igual (atikrāntā)... como "mukti" é um substantivo feminino, "atikrānta" deve tomar a forma feminina também, ou seja, "atikrāntā"-


Um exemplo adicional de compostos Gati (Preposicional 2o tipo): प्रादुर्भूय - Prādurbhūya »» Tendo-se tornado (bhūya) manifesto ou evidente (prādus) -esse é um exemplo que mostra um composto Gati formado por uma das palavras incluídas nesse grupo específico de termos que mencionei antes (ou seja, "prādus") e um indeclinável verbal (isto é, "bhūya", derivado da raiz "bhū" ou "ser, tornar-se")-


Um exemplo adicional de compostos Upapada (Compostos que contêm um upapada): वेदगः - Vedagaḥ »» Alguém que canta (gaḥ) versos dos Veda-s (veda) -esse é um exemplo de um composto Upapada. A palavra "Veda" é o "upapada" aqui, já que está subordinada a um substantivo derivado de uma raiz que recebe um afixo Kṛt. Esse substantivo especial é o segundo membro (isto é, "gaḥ", derivado da raiz "gai" -cantar-), sem dúvida, e recebeu um afixo Kṛt devido à presença do próprio upapada ou primeiro membro-


Bem, se você ainda estiver vivo(a), agora podemos estudar compostos Bahuvrīhi.

Ao início


 Compostos atributivos

A característica principal dos compostos Atributivo ou Bahuvrīhi é que contêm dois ou "mais membros" em aposição mútua (graças a Deus, na maior parte das vezes, contêm apenas dois membros). Esses membros são, geralmente, substantivos ou adjetivos, embora o primeiro membro também possa ser um indeclinável (palavras que não podem ser declinadas... explicarei isso mais adiante), um número, etc. O último é, geralmente, um substantivo, embora, às vezes, também possa ser um numeral. O primeiro membro é denominado "atributivo", porque sempre modifica ou altera o sentido dos membros restantes. Esses compostos se relacionam com algo além do significado de cada membro. Um composto Atributivo ou Bahuvrīhi "muito frequentemente" atribui o que é denotado pelo último membro a algo diferente, ou seja, algo que não é denotado por nenhum dos membros. Em outras palavras, o último membro perde o seu caráter de substantivo e, em conjunto com o membro atributivo (o primeiro), codifica um novo substantivo que emerge como resultado.

Certo, dessa forma é difícil de entender, mas sempre existe uma chave para determinar o tipo de composto que você está analisando: "Tente desfazê-lo e analise os resultados". Por exemplo, se eu tivesse que provar que o seguinte composto é um Tatpuruṣa flexional do tipo Instrumental:

शिवलिखितम् - Śivalikhitam (śiva-escrito)

Então, a maneira de fazer isso consiste em desfazê-lo e estudar os resultados:

शिवेन लिखितम् - Śivena likhitam »» Escrito por Śiva (note como a palavra "Śiva" foi corretamente declinada no caso Instrumental - Mais informação sobre declinação nos documentos de Declinação)

Dessa forma, provou-se que o composto é um Tatpuruṣa flexional do tipo Instrumental, pois o seu primeiro membro deve ser declinado nesse caso gramatical quando o composto é desfeito.

O mesmo é verdadeiro para os compostos Atributivos ou Bahuvrīhi, mas a regra muda com relação aos resultados que serão obtidos, é claro:

"Quando você desfaz um composto Atributivo ou Bahuvrīhi, o pronome yad (o/a qual, quem, que) sempre deve aparecer em qualquer um dos oito casos. No entanto, na prática, somente esses seis casos (Acusativo, Instrumental, Dativo, Ablativo, Genitivo, Locativo) são possíveis em geral. Como você pode ver, os casos Nominativo e Vocativo não estão incluídos aqui, mas esteja avisado de que, em certas circunstâncias, utiliza-se o caso Nominativo".

O pronome relativo "yad" pode ser masculino, feminino ou neutro. Quando é de gênero masculino, a declinação é como segue:

CASOS Singular Dual Plural
Nominativo यः यौ ये
yaḥ yau ye
o qual ou que ou quem os quais ou
os dois que
os quais ou
os que
Vocativo n/a n/a n/a
Acusativo यम् यौ यान्
yam yau yān
ao qual ou
ao que ou
a quem
aos quais ou
aos dois que ou
a quem
aos quais ou
aos que ou
a quem
Instrumental येन याभ्याम् यैः
yena yābhyām yaiḥ
pelo qual ou
pelo que ou
por quem;
ou também
com/etc.
o qual ou
o que ou
quem;
ou também
através do qual ou
através do que ou
através de quem
pelos quais ou
pelos dois que ou
por quem;
ou também
com/etc.
os quais ou
os dois que ou
quem;
ou também
através dos quais ou
através dos dois que ou
através de quem
pelos quais ou
pelos que ou
por quem;
ou também
com/etc.
os quais ou
os que ou
quem;
ou também
através dos quais ou
através dos que ou
através de quem
Dativo यस्मै याभ्याम् येभ्यः
yasmai yābhyām yebhyaḥ
ao qual ou
ao que ou
a quem;
ou também
para/etc.
o qual ou
o que ou
quem
aos quais ou
aos dois que ou
a quem;
ou também
para/etc.
os quais ou
os dois que ou
quem
aos quais ou
aos que ou
a quem;
ou também
para/etc.
os quais ou
os que ou
quem
Ablativo यस्मात् याभ्याम् येभ्यः
yasmāt yābhyām yebhyaḥ
do qual ou
do que ou
de quem;
ou também
por causa do qual ou
por causa do que ou
por causa de quem;
ou também
a partir de/etc.
o qual ou
o que ou
quem
dos quais ou
dos dois que ou
de quem;
ou também
por causa dos quais ou
por causa dos dois que ou
por causa de quem;
ou também
a partir de/etc.
os quais ou
os dois que ou
quem
dos quais ou
dos que ou
de quem;
ou também
por causa dos quais ou
por causa dos que ou
por causa de quem;
ou também
a partir de/etc.
os quais ou
os que ou
quem
Genitivo यस्य ययोः येषाम्
yasya yayoḥ yeṣām
do qual ou
do que ou
de quem (cujo(a)/cujos(as))
de
os quais ou
os dois que ou
de quem (cujo(a)/cujos(as))
de
os quais ou
os que ou
de quem (cujo(a)/cujos(as))
Locativo यस्मिन् ययोः येषु
yasmin yayoḥ yeṣu
no qual ou
no que ou
em quem;
ou também
sobre/etc.
o qual ou
o que ou
quem
nos quais ou
nos dois que ou
em quem;
ou também
sobre/etc.
os quais ou
os dois que ou
quem
nos quais ou
nos que ou
em quem;
ou também
sobre/etc.
os quais ou
os que ou
quem

Quando é de gênero feminino, a declinação é como segue:

CASOS Singular Dual Plural
Nominativo या ये याः
ye yāḥ
a qual ou que as quais ou
as duas que ou
quem
as quais ou
as que ou
quem
Vocativo n/a n/a n/a
Acusativo याम् ये याः
yām ye yāḥ
à qual ou
à que
a quem
às quais ou
às duas que
a quem
às quais ou
às que
a quem
Instrumental यया याभ्याम् याभिः
yayā yābhyām yābhiḥ
pela qual ou
pela que ou
por quem;
ou também
com/etc.
a qual ou
a que ou
quem;
ou também
através da qual ou
através da que ou
através de quem
pelas quais ou
pelas duas que ou
por quem;
ou também
com/etc.
as quais ou
as duas que ou
quem;
ou também
através das quais ou
através das duas que ou
através de quem
pelas quais ou
pelas que ou
por quem;
ou também
com/etc.
as quais ou
as que ou
quem;
ou também
através das quais ou
através das que ou
através de quem
Dativo यस्यै याभ्याम् याभ्यः
yasyai yābhyām yābhyaḥ
à qual ou
à que ou
a quem;
ou também
para/etc.
a qual ou
a que ou
quem
às quais ou
às duas que ou
a quem;
ou também
para/etc.
as quais ou
as duas que ou
quem
às quais ou
às que ou
a quem;
ou também
para/etc.
as quais ou
as que
quem
Ablativo यस्याः याभ्याम् याभ्यः
yasyāḥ yābhyām yābhyaḥ
da qual ou
da que ou
de quem
ou também
por causa da qual ou
por causa da que ou
por causa de quem;
ou também
a partir de/etc.
as quais ou
as que ou
quem
das quais ou
das duas que ou
de quem
ou também
por causa das quais ou
por causa das duas que ou
por causa de quem;
ou também
a partir de/etc.
as quais ou
as duas que ou
quem
das quais ou
das que ou
de quem;
ou também
por causa das quais ou
por causa das que ou
por causa de quem;
ou também
a partir de/etc.
as quais ou
as que ou
quem
Genitivo यस्याः ययोः यासाम्
yasyāḥ yayoḥ yāsām
da qual ou
da que ou
de quem (cujo(a)/cujos(as))
das quais ou
das duas que ou
de quem (cujo(a)/cujos(as))
das quais ou
das que ou
de quem (cujo(a)/cujos(as))
Locativo यस्याम् ययोः यासु
yasyām yayoḥ yāsu
na qual ou
na que ou
em quem;
ou também
sobre/etc.
a qual ou
a que ou
quem
nas quais ou
nas duas que ou
em quem;
ou também
sobre/etc.
as quais ou
as duas que ou
quem
nas quais ou
nas que ou
em quem;
ou também
sobre/etc.
as quais ou
as que ou
quem

Quando é de gênero neutro, a declinação é idêntica à do masculino, exceto pelos casos Nominativo e Acusativo:

CASOS Singular Dual Plural
Nominativo यत् ये यानि
yat ye yāni
o qual ou que ou quem os quais ou
os dois que
os quais ou
os que
Vocativo n/a n/a n/a
Acusativo यम् यौ यान्
yam yau yān
ao qual ou
ao que ou
a quem
aos quais ou
aos dois que ou
a quem
aos quais ou
aos que ou
a quem
Instrumental येन याभ्याम् यैः
yena yābhyām yaiḥ
pelo qual ou
pelo que ou
por quem;
ou também
com/etc.
o qual ou
o que ou
quem;
ou também
através do qual ou
através do que ou
através de quem
pelos quais ou
pelos dois que ou
por quem;
ou também
com/etc.
os quais ou
os dois que ou
quem;
ou também
através dos quais ou
através dos dois que ou
através de quem
pelos quais ou
pelos que ou
por quem;
ou também
com/etc.
os quais ou
os que ou
quem;
ou também
através dos quais ou
através dos que ou
através de quem
Dativo यस्मै याभ्याम् येभ्यः
yasmai yābhyām yebhyaḥ
ao qual ou
ao que ou
a quem;
ou também
para/etc.
o qual ou
o que ou
quem
aos quais ou
aos dois que ou
a quem;
ou também
para/etc.
os quais ou
os dois que ou
quem
aos quais ou
aos que ou
a quem;
ou também
para/etc.
os quais ou
os que ou
quem
Ablativo यस्मात् याभ्याम् येभ्यः
yasmāt yābhyām yebhyaḥ
do qual ou
do que ou
de quem;
ou também
por causa do qual ou
por causa do que ou
por causa de quem;
ou também
a partir de/etc.
o qual ou
o que ou
quem
dos quais ou
dos dois que ou
de quem;
ou também
por causa dos quais ou
por causa dos dois que ou
por causa de quem;
ou também
a partir de/etc.
os quais ou
os dois que ou
quem
dos quais ou
dos que ou
de quem;
ou também
por causa dos quais ou
por causa dos que ou
por causa de quem;
ou também
a partir de/etc.
os quais ou
os que ou
quem
Genitivo यस्य ययोः येषाम्
yasya yayoḥ yeṣām
do qual ou
do que ou
cujo(a)/cujos(as)
de
os quais ou
os dois que ou
cujo(a)/cujos(as)
de
os quais ou
os que ou
cujo(a)/cujos(as)
Locativo यस्मिन् ययोः येषु
yasmin yayoḥ yeṣu
no qual ou
no que ou
em quem;
ou também
sobre/etc.
o qual ou
o que ou
quem
nos quais ou
nos dois que ou
em quem;
ou também
sobre/etc.
os quais ou
os dois que ou
quem
nos quais ou
nos que ou
em quem;
ou também
sobre/etc.
os quais ou
os que ou
quem

No entanto, a declinação mais normalmente vista é a do Genitivo ("yasya" --masculino e neutro-- e "yasyāḥ" -- feminino--).

Os compostos Atributivos são "geralmente" divididos em duas categorias. Aqui estão os nomes de cada uma delas, em conjunto com as suas características principais:

Compostos
Atributivos
Samānādhikaraṇa
(Esse tipo se caracteriza pelo fato de que os seus membros estão em aposição mútua, isto é, se o composto for desfeito, os membros serão declinados no mesmo caso)
Acusativo A oração resultante tem "yad" declinado no caso Acusativo. O composto "prāptodakaḥ" (masculino) é um bom exemplo. Quando você o desfaz e conserva "yad" declinado no caso Acusativo, o resultado é: prāptam udakam yam asau = prāptamudakaṁ yamasau --se você aglutinar as palavras e aplicar Regras de Sandhi--. Pode ser traduzido da seguinte forma: Aquilo (asaú) ao qual (yam) (se pode ir) para obter (prāptám) água (udakam). Isso poderia ser o epíteto de uma "aldeia" ("grāma", um substantivo masculino), ao qual se pode ir para obter água. Note que: (1) Ambos os membros (prāptá e udaka) se declinam no mesmo caso gramatical (Nominativo singular nesse caso). (2) O termo "yam" é o caso Acusativo de "yad" (masculino). (3) O próprio composto, que atua como uma espécie de adjetivo, deve ter, obrigatoriamente, o mesmo gênero (masculino nesse caso) que a coisa à qual se refere (ou seja, "grāma" ou uma aldeia nesse caso em particular). (4) Estou usando "asaú" ("aquilo", masculino) porque falo de um objeto ou coisa. De qualquer forma, essa palavra também é utilizada às vezes para se referir a pessoas.
Instrumental A oração resultante tem "yad" declinado no caso Instrumental. O composto "cūrṇitagodhūmam" (neutro) é um bom exemplo. Quando você o desfaz e conserva "yad" declinado no caso Instrumental, o resultado é: cūrṇitaḥ godhūmaḥ yena adaḥ = cūrṇito godhūmo yenādaḥ --se você aglutinar as palavras e aplicar Regras de Sandhi--. Pode ser traduzido da seguinte forma: Aquilo (adas) por meio do qual (yena) trigo (godhūmaḥ) (é) moído (cūrṇitaḥ). Isso poderia ser o epíteto de um "moinho" ("peṣaṇa", um substantivo neutro), por meio do qual se móem grãos de trigo. Note que: (1) Ambos os membros (cūrṇita e godhūma) se declinam no mesmo caso gramatical (Nominativo singular nesse caso). (2) O termo "yena" é o caso Instrumental de "yad" (neutro). (3) O próprio composto, que atua como uma espécie de adjetivo, deve ter, obrigatoriamente, o mesmo gênero (neutro nesse caso) que a coisa à qual se refere (ou seja, "peṣaṇa" ou um moinho nesse caso em particular). (4) Por que utilizei "adas" e não "asaú" nesse caso? Ambos os termos significam "aquilo", mas "asaú" é para substantivos masculinos e femininos (número singular), enquanto que "adas" é utilizado com substantivos neutros (número singular). Ambas as palavras derivam de "adas", que coincide com a forma neutra, como você pode ver. Depois desse quadro, você encontrará outros que mostram como declinar "adas" (aquilo) adequadamente, de modo que todas as suas dúvidas sejam dissipadas.
Dativo A oração resultante tem "yad" declinado no caso Dativo. O composto "upahṛtāhaṅkāraḥ" (masculino) é um bom exemplo. Quando você o desfaz e conserva "yad" declinado no caso Dativo, o resultado é: upahṛtaḥ ahaṅkāraḥ yasmai asau = upahṛto'haṅkāro yasmai saḥ --se você aglutinar as palavras e aplicar Regras de Sandhi--. Pode ser traduzido da seguinte forma: Alguém (saḥ) a/para o qual (yasmai) o (falso) ego (ahaṅkāraḥ) (foi) removido ou destruído (upahṛtaḥ). Pode parecer um pouco estranho em português, mas tentei ser o mais literal possível para mostrar o caso Dativo de "yad" (isto é, yasmai) na oração. O significado é: "Alguém cujo falso ego foi removido ou destruído". Isso poderia ser o epíteto de "Deus" ("deva", um substantivo masculino), que carece de falso ego. Note que: (1) Ambos os membros (upahṛta e ahaṅkāra) se declinam no mesmo caso gramatical (Nominativo singular nesse caso). (2) O termo "yasmai" é o caso Dativo de "yad" (masculino). (3) O próprio composto, que atua como uma espécie de adjetivo, deve ter, obrigatoriamente, o mesmo gênero (masculino nesse caso) que a coisa à qual se refere (ou seja, "deva" ou Deus nesse caso em particular). (4) Uso "saḥ" (Ele) em vez de "asaú" (aquilo) porque estou falando de um sujeito ("Deus" nesse caso), e não sobre um objeto ou coisa. De qualquer maneira, às vezes "asaú" é utilizado para designar um sujeito. Posteriormente, haverá um quadro que mostrará a declinação completa de "tad", do qual deriva "saḥ".
Ablativo A oração resultante tem "yad" declinado no caso Ablativo. O composto "kṣiptāgniḥ" (masculino) é um bom exemplo. Quando você o desfaz e conserva "yad" declinado no caso Ablativo, o resultado é: kṣiptaḥ agniḥ yasmāt asau = kṣipto'gniryasmādasau --se você aglutinar as palavras e aplicar Regras de Sandhi--. Pode ser traduzido da seguinte forma: Aquilo (asaú) do qual (yasmāt) o fogo (agniḥ) (é) lançado (kṣiptaḥ). Pode parecer um pouco estranho em português, mas tentei ser o mais literal possível para mostrar o caso Ablativo de "yad" (isto é, yasmāt) na oração. O significado é: "Aquilo que lança fogo". Isso poderia ser o epíteto de um "vulcão" ("adrivahni", um substantivo masculino), que lança fogo, como você sabe. Note que: (1) Ambos os membros (kṣipta e agni) se declinam no mesmo caso gramatical (Nominativo singular nesse caso). (2) O termo "yasmāt" é o caso Ablativo de "yad" (masculino). (3) O próprio composto, que atua como uma espécie de adjetivo, deve ter, obrigatoriamente, o mesmo gênero (masculino nesse caso) que a coisa à qual se refere (ou seja, "adrivahni" ou um vulcão nesse caso em particular). (4) Estou usando "asaú" ("aquilo", masculino) novamente, pois estou falando de um objeto ou coisa. De qualquer forma, essa palavra também é utilizada às vezes para se referir a sujeitos.
Genitivo A oração resultante tem "yad" declinado no caso Genitivo. O composto "bahuvrīhiḥ" (masculino) é um bom exemplo. Note que esse é o nome dos compostos Atributivos, que você está estudando agora mesmo... e, certamente, também pode ser considerado como um composto Bahuvrīhi. Quando o composto é desfeito, conservando "yad" declinado no caso Genitivo, o resultado é: bahuḥ vrīhiḥ yasya saḥ = bahurvrīhiryasya saḥ --se você aglutinar as palavras e aplicar Regras de Sandhi--. Pode ser traduzido da seguinte forma: Alguém (saḥ) cujo --de quem-- (yasya) arroz (vrīhiḥ) (é) abundante (bahuḥ). Pode parecer um pouco estranho em português, mas tentei ser o mais literal possível para mostrar o caso Genitivo de "yad" (isto é, yasya) na oração. O significado é: "Alguém que tem muito arroz". Isso poderia ser o epíteto for "um homem que tem um monte de arroz". OK, eu não fui muito criativo agora, haha, nas eu só queria dar um exemplo utilizando o termo Bahuvrīhi. Note que: (1) Ambos os membros (bahu e vrīhi) se declinam no mesmo caso gramatical (Nominativo singular nesse caso). (2) O termo "yasya" é o caso Genitivo de "yad" (masculino). (3) O próprio composto, que atua como uma espécie de adjetivo, deve ter, obrigatoriamente, o mesmo gênero (masculino nesse caso) que a coisa à qual se refere (ou seja, "bahuvrīhi" ou alguém que tem muito arroz nesse caso em particular). (4) Uso "saḥ" (Ele) em vez de "asaú" (aquilo) porque estou falando de um sujeito ("alguém que tem muito arroz" nesse caso), e não sobre um objeto ou coisa. De qualquer maneira, às vezes "asaú" é utilizado para designar um sujeito. Posteriormente, haverá um quadro que mostrará a declinação completa de "tad", do qual deriva "saḥ".
Locativo A oração resultante tem "yad" declinado no caso Locativo. O composto "sundarapuraḥ" (masculino) é um bom exemplo. Quando você o desfaz e conserva "yad" declinado no caso Locativo, o resultado é: sundarāṇi purāṇi yasmin asau = sundarāṇi purāṇyyasminasau --se você aglutinar as palavras--. Pode ser traduzido da seguinte forma: Aquilo (asaú) no qual (yasmin) as cidades (purāṇi) (são) belas (sundarāṇi). Pode parecer um pouco estranho em português, mas tentei ser o mais literal possível para mostrar o caso Locativo de "yad" (isto é, yasmin) na oração. O significado é: "Um lugar onde as cidades são belas". Isso poderia ser o epíteto de uma determinada "região ou país" ("deśa", um substantivo masculino) cujas cidades são bonitas. Note que: (1) Ambos os membros (sundara e pura) se declinam no mesmo caso gramatical (Nominativo plural nesse caso). (2) O termo "yasmin" é o caso Locativo de "yad" (masculino). (3) O próprio composto, que atua como uma espécie de adjetivo, deve ter, obrigatoriamente, o mesmo gênero (masculino nesse caso) que a coisa à qual se refere (ou seja, "deśa" ou uma região ou país nesse caso em particular). (4) Estou usando "asaú" ("aquilo", masculino), pois estou falando de um objeto ou coisa. De qualquer forma, essa palavra também é utilizada às vezes para se referir a sujeitos.
Vyadhikaraṇa
(Esse tipo se caracteriza pelo fato de que os seus membros não estão em aposição mútua, isto é, se o composto for desfeito, os membeos não serão declinados no mesmo caso)
Genitivo A oração resultante tem "yad" declinado no caso Genitivo. O composto "daṇḍapāṇiḥ" (feminino) é um bom exemplo. Quando você o desfaz e conserva "yad" declinado no caso Genitivo, o resultado é: daṇḍena pāṇiḥ yasyāḥ sā = daṇḍena pāṇiryasyāḥ sā --se você aglutinar as palavras e aplicar Regras de Sandhi-- ou também, daṇḍaḥ pāṇau yasyāḥ sā --não são necessárias aglutinações adicionais ou Regras de Sandhi aqui--. Pode ser traduzido da seguinte forma: Alguém (sā) cuja --de quem-- (yasyāḥ) mão (pāṇiḥ) (está dotada de) um bastão (daṇḍena), ou também, Alguém (sā) na mão (pāṇau) de quem --isto é, em cuja mão-- (yasyāḥ) (há) um bastão (daṇḍaḥ). Pode parecer um pouco estranho em português, mas tentei ser o mais literal possível para mostrar o caso Genitivo de "yad" (isto é, yasyāḥ) na oração. O significado é: "Uma mulher com um bastão em sua mão". Isso poderia ser o epíteto de uma "mulher policial" ("nagararakṣiṇī", um substantivo feminino), que tem um bastão em sua mão. Admito que seja possível que, nos dicionários sânscritos tradicionais, só se possa encontrar a palavra "policial" ("nagararakṣī", masculino), mas... estamos vivendo no terceiro milênio agora, sabe, hehe. Note que: (1) Ambos os membros (daṇḍa e pāṇi) não são declinados no mesmo caso (Instrumental e Nominativo ou Nominativo e Locativo, ambos no número singular, nesse caso). (2) O termo "yasyāḥ" é o caso Genitivo de "yad" (feminino). (3) O próprio composto, que atua como uma espécie de adjetivo, deve ter, obrigatoriamente, o mesmo gênero (feminino nesse caso) que a coisa à qual se refere (ou seja, "nagararakṣiṇī" ou uma policial nesse caso em particular). (4) Utilizo "sā" (ela) en vez de "asaú" (aquilo), pois estou falando de um sujeito ("uma mulher com um bastão em sua mão" nesse caso), e não de um objeto ou coisa. De qualquer maneira, às vezes "asaú" é utilizado para designar um sujeito. Posteriormente, haverá um quadro que mostrará a declinação completa de "tad", do qual deriva "saḥ".
Locativo A oração resultante tem "yad" declinado no caso Locativo. O composto "bhaktipuruṣaḥ" (masculino) é um bom exemplo. Quando você o desfaz e conserva "yad" declinado no caso Locativo, o resultado é: bhaktyā puruṣāḥ yasmin asau = bhaktyā puruṣā yasminasau --se você aglutinar as palavras e aplicar Regras de Sandhi--. Pode ser traduzido da seguinte forma: Aquilo (asaú) no qual (yasmin) as pessoas (puruṣāḥ) (estão) dotadas de devoção (bhaktyā). Pode parecer um pouco estranho em português, mas tentei ser o mais literal possível para mostrar o caso Locativo de "yad" (isto é, yasmin) na oração. O significado é: "Uma região onde as pessoas estão dotadas de devoção". Isso poderia ser o epíteto para "o Céu de Viṣṇu" ("Vaikuṇṭha", um substantivo masculino... apesar de que, às vezes, pode ser neutro, mas tive que escolher um gênero para esse exemplo, é claro), no qual os habitantes estão cheios de devoção. Esse não é um epíteto oficial de Vaikuṇṭha, mas, sim, um que acabei de inventar para você, hehe. Tenho que admitir que você poderia qualificar qualquer mundo celestial por meio desse composto Bahuvrīhi, e não somente Vaikuṇṭha, desde que você conserve o gênero correto (masculino, nesse caso, já que Vaikuṇṭha é um substantivo masculino). Note que: (1) Ambos os membros (bhakti e puruṣa) não são declinados no mesmo caso (Instrumental singular e Nominativo plural nesse caso). (2) O termo "yasmin" é o caso Locativo de "yad" (masculino). (3) O próprio composto, que atua como uma espécie de adjetivo, deve ter, obrigatoriamente, o mesmo gênero (masculino nesse caso) que a coisa à qual se refere (ou seja, "Vaikuṇṭha" ou o Céu de Viṣṇu nesse caso em particular). (4) Estou usando "asaú" ("aquilo", masculino) novamente, pois falo de um objeto ou coisa (um mundo), ainda que "asaú" seja utilizado às vezes com relação a sujeitos.

Agora, aquilo que prometi, ou seja, quadros completos que mostram como declinar "adas" (aquilo, isso) e "tad" (ele, ela, aquele, aquela):

O pronome demonstrativo "adas" pode ser masculino, feminino ou neutro. Quando é de gênero masculino, a declinação é como segue:

CASOS Singular Dual Plural
Nominativo असौ अमू अमी
asau amū amī
aquele aqueles dois aqueles
Vocativo n/a n/a n/a
Acusativo अमुम् अमू अमून्
amum amū amūn
àquele àqueles dois àqueles
Instrumental अमुना अमूभ्याम् अमीभिः
amunā amūbhyām amībhiḥ
por/através de/com/etc. aquele por/através de/com/etc. aqueles dois por/através de/com/etc. aqueles
Dativo अमुष्मै अमूभ्याम् अमीभ्यः
amuṣmai amūbhyām amībhyaḥ
a/para/etc. aquele a/para/etc. aqueles dois a/para/etc. aqueles
Ablativo अमुष्मात् अमूभ्याम् अमीभ्यः
amuṣmāt amūbhyām amībhyaḥ
de/a partir de/por causa de/etc. aquele de/a partir de/por causa de/etc. aqueles dois de/a partir de/por causa de/etc. aqueles
Genitivo अमुष्य अमुयोः अमीषाम्
amuṣya amuyoḥ amīṣām
daquele daqueles dois daqueles
Locativo अमुष्मिन् अमुयोः अमीषु
amuṣmin amuyoḥ amīṣu
em/sobre/etc. aquele em/sobre/etc. aqueles dois em/sobre/etc. aqueles

Quando é de gênero feminino, a declinação é como segue:

CASOS Singular Dual Plural
Nominativo असौ अमू अमूः
asau amū amūḥ
aquela aquelas duas aquelas
Vocativo n/a n/a n/a
Acusativo अमूम् अमू अमूः
amūm amū amūḥ
àquela àquelas duas àquelas
Instrumental अमुया अमूभ्याम् अमूभिः
amuyā amūbhyām amūbhiḥ
por/através de/com/etc. aquela por/através de/com/etc. aquelas duas por/através de/com/etc. aquelas
Dativo अमुष्यै अमूभ्याम् अमूभ्यः
amuṣyai amūbhyām amūbhyaḥ
a/para/etc. aquela a/para/etc. aquelas duas a/para/etc. aquelas
Ablativo अमुष्याः अमूभ्याम् अमूभ्यः
amuṣyāḥ amūbhyām amūbhyaḥ
de/a partir de/por causa de/etc. aquela de/a partir de/por causa de/etc. aquelas duas de/a partir de/por causa de/etc. aquelas
Genitivo अमुष्याः अमुयोः अमूषाम्
amuṣyāḥ amuyoḥ amūṣām
daquela daquelas duas daquelas
Locativo अमुष्याम् अमुयोः अमूषु
amuṣyām amuyoḥ amūṣu
em/sobre/etc. aquela em/sobre/etc. aquelas duas em/sobre/etc. aquelas

Quando é de gênero neutro, a declinação é idêntica à do masculino, exceto pelos casos Nominativo e Acusativo:

CASOS Singular Dual Plural
Nominativo अदः अमू अमूनि
adaḥ amū amūni
aquilo ou aquele aqueles dois aqueles
Vocativo n/a n/a n/a
Acusativo अमुम् अमू अमून्
amum amū amūn
àquilo ou àquele àqueles dois àqueles
Instrumental अमुना अमूभ्याम् अमीभिः
amunā amūbhyām amībhiḥ
por/através de/com/etc. aquilo ou aquele por/através de/com/etc. aqueles dois por/através de/com/etc. aqueles
Dativo अमुष्मै अमूभ्याम् अमीभ्यः
amuṣmai amūbhyām amībhyaḥ
a/para/etc. aquilo ou aquele a/para/etc. aqueles dois a/para/etc. aqueles
Ablativo अमुष्मात् अमूभ्याम् अमीभ्यः
amuṣmāt amūbhyām amībhyaḥ
de/a partir de/por causa de/etc. aquilo ou aquele de/a partir de/por causa de/etc. aqueles dois de/a partir de/por causa de/etc. aqueles
Genitivo अमुष्य अमुयोः अमीषाम्
amuṣya amuyoḥ amīṣām
daquilo ou daquele daqueles dois daqueles
Locativo अमुष्मिन् अमुयोः अमीषु
amuṣmin amuyoḥ amīṣu
em/sobre/etc. aquilo ou aquele em/sobre/etc. aqueles dois em/sobre/etc. aqueles

E o "tad"? Escute com atenção:

O pronome demonstrativo "tad" pode ser masculino, feminino ou neutro. Quando é de gênero masculino, a declinação é como segue:

CASOS Singular Dual Plural
Nominativo सः तौ ते
saḥ tau te
ele ambos/eles dois eles
Vocativo n/a n/a n/a
Acusativo तम् तौ तान्
tam tau tān
a ele a ambos/eles dois a eles
Instrumental तेन ताभ्याम् तैः
tena tābhyām taiḥ
por/através de/com/etc. ele por/através de/com/etc. ambos/eles dois por/através de/com/etc. eles
Dativo तस्मै ताभ्याम् तेभ्यः
tasmai tābhyām tebhyaḥ
a/para/etc. ele a/para/etc. ambos/eles dois a/para/etc. eles
Ablativo तस्मात् ताभ्याम् तेभ्यः
tasmāt tābhyām tebhyaḥ
de/a partir de/por causa de/etc. ele de/a partir de/por causa de/etc. ambos/eles dois de/a partir de/por causa de/etc. eles
Genitivo तस्य तयोः तेषाम्
tasya tayoḥ teṣām
dele ou seu(s)/sua(s) de ambos/deles dois ou seu(s)/sua(s) deles ou seu(s)/sua(s)
Locativo तस्मिन् तयोः तेषु
tasmin tayoḥ teṣu
em/sobre/etc. ele em/sobre/etc. ambos/eles dois em/sobre/etc. eles

Quando é de gênero feminino, a declinação é como segue:

CASOS Singular Dual Plural
Nominativo सा ते ताः
te tāḥ
ela ambas/elas duas elas
Vocativo n/a n/a n/a
Acusativo ताम् ते ताः
tām te tāḥ
a ela a ambas/elas duas a elas
Instrumental तया ताभ्याम् ताभिः
tayā tābhyām tābhiḥ
por/através de/com/etc. ela por/através de/com/etc. ambas/elas duas por/através de/com/etc. elas
Dativo तस्यै ताभ्याम् ताभ्यः
tasyai tābhyām tābhyaḥ
a/para/etc. ela a/para/etc. ambas/elas duas a/para/etc. elas
Ablativo तस्याः ताभ्याम् ताभ्यः
tasyāḥ tābhyām tābhyaḥ
de/a partir de/por causa de/etc. ela de/a partir de/por causa de/etc. ambas/elas duas de/a partir de/por causa de/etc. elas
Genitivo तस्याः तयोः तासाम्
tasyāḥ tayoḥ tāsām
dela o seu(s)/sua(s) de ambas/delas duas ou seu(s)/sua(s) delas ou seu(s)/sua(s)
Locativo तस्याम् तयोः तासु
tasyām tayoḥ tāsu
em/sobre/etc. ela em/sobre/etc. ambas/elas duas em/sobre/etc. elas

Quando é de gênero neutro, a declinação é idêntica à do masculino, exceto pelos casos Nominativo e Acusativo:

CASOS Singular Dual Plural
Nominativo तत् ते तानि
tat te tāni
ele ou isso ambos/eles dois ou esses dois eles ou esses
Vocativo n/a n/a n/a
Acusativo तत् ते तानि
tat te tāni
a ele ou isso a ambos/eles dois ou esses dois a eles ou esses
Instrumental तेन ताभ्याम् तैः
tena tābhyām taiḥ
por/através de/com/etc. ele ou isso por/através de/com/etc. ambos/eles dois ou esses dois por/através de/com/etc. eles ou esses
Dativo तस्मै ताभ्याम् तेभ्यः
tasmai tābhyām tebhyaḥ
a/para/etc. ele ou isso a/para/etc. ambos/eles dois ou esses dois a/para/etc. eles ou esses
Ablativo तस्मात् ताभ्याम् तेभ्यः
tasmāt tābhyām tebhyaḥ
de/a partir de/por causa de/etc. ele ou isso de/a partir de/por causa de/etc. ambos/eles dois ou esses dois de/a partir de/por causa de/etc. eles ou esses
Genitivo तस्य तयोः तेषाम्
tasya tayoḥ teṣām
dele ou seu(s)/sua(s) ou disso de ambos/deles dois ou seu(s)/sua(s) ou desses dois deles ou seu(s)/sua(s) ou desses
Locativo तस्मिन् तयोः तेषु
tasmin tayoḥ teṣu
em/sobre/etc. ele ou isso em/sobre/etc. ambos/eles dois ou esses dois em/sobre/etc. eles ou esses

E agora, alguns exemplos adicionais:

Um exemplo adicional de Samānādhikaraṇa-bahuvrīhi (Acusativo): प्राप्तमोक्षः - Prāptamokṣaḥ -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: prāptaḥ mokṣaḥ yam saḥ »» prāpto mokṣo yaṁ saḥ [após aplicar tanto a 2a Regra do Sandhi de Visarga (duas vezes) e a 10a Regra do Sandhi de Consoantes (uma vez)] »» Alguém (saḥ) a quem (yam) (recorre um ser vivo) para obter (prāptaḥ) Libertação (mokṣaḥ) »» Isso poderia ser o epíteto de um "Sadguru" (um verdadeiro Guru), de quem uma pessoa consegue Libertação. O gênero do composto é masculino porque Sadguru é um substantivo masculino. Esse mesmo composto poderia ser considerado como um Samānādhikaraṇa-bahuvrīhi (Instrumental). Veja:

Um exemplo adicional de Samānādhikaraṇa-bahuvrīhi (Instrumental): प्राप्तमोक्षः - Prāptamokṣaḥ -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: prāptaḥ mokṣaḥ yena saḥ »» prāpto mokṣo yena saḥ [após aplicar a 2a Regra do Sandhi de Visarga (duas vezes)] »» Alguém (saḥ) pelo qual (yena) a Libertação (mokṣaḥ) é ou foi alcançada (prāptaḥ)»» Pode parecer estranho em português, mas é fácil de entender. Escute: Isso poderia ser o epíteto de "alguém que alcançou a Libertação" (um santo, um sábio, um grande yogī, etc.)... em outras palavras, qualquer ser que tenha alcançado esse estado ou condição. O gênero do composto é masculino porque estou falando de um homem nesse caso, mas poderia ser feminino, ou até mesmo neutro, segundo o gênero daquele que alcançou a Libertação, entendeu? Esse composto também poderia ser considerado como um Samānādhikaraṇa-bahuvrīhi (Acusativo), tal como descrevi acima.

Um exemplo adicional de Samānādhikaraṇa-bahuvrīhi (Dativo): उपहृतपशुः - Upahṛtapaśuḥ -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: upahṛtaḥ paśuḥ yasmai saḥ »» upahṛtaḥ paśuryasmai saḥ (após aplicar a 7a Regra do Sandhi de Visarga e aglutinar palavras) »» Alguém (saḥ) para quem (yasmai) um animal (geralmente gado) (paśuḥ) é imolado ou sacrificado (upahṛtaḥ) »» Esse é o epíteto do deus Rudra (o que destrói o universo inteiro no momento da dissolução final). O gênero do composto é masculino porque Rudra é um substantivo masculino.

Um exemplo adicional de Samānādhikaraṇa-bahuvrīhi (Ablativo): उद्धृतौदना - Uddhṛtaudanā -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: uddhṛtaḥ odanaḥ yasyāḥ asau »» uddhṛta odano yasyā asau [após aplicar a 2a Regra do Sandhi de Visarga (uma vez) em conjunto com 9a Regra do Sandhi de Visarga (duas vezes)] »» Aquilo (asau) a partir do qual (yasyāḥ) se extrai (uddhṛtaḥ) (odanaḥ) arroz (fervido) »» Esse é o epíteto de qualquer recipiente para cozinhar (sthālī). O gênero do composto é feminino porque "sthālī" é um substantivo feminino.

Um exemplo adicional de Samānādhikaraṇa-bahuvrīhi (Genitivo): रक्तपटः - Raktapaṭaḥ -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: raktaḥ paṭaḥ yasya saḥ »» raktaḥ paṭo yasya saḥ (após aplicar a 2a Regra do Sandhi de Visarga) »» Alguém (saḥ) cuja(s) --de quem-- (yasya) veste(s) (paṭaḥ) são vermelhas (raktaḥ) »» Esse é um epíteto de Garuḍa, a célebre águia que usa roupas vermelhas e é o veículo do Senhor Viṣṇu. O gênero do composto é masculino porque Garuḍa é um substantivo masculino.

Um exemplo adicional de Samānādhikaraṇa-bahuvrīhi (Locativo): वीरपुरुषः - Vīrapuruṣaḥ -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: vīrāḥ puruṣāḥ yasmin asau »» vīrāḥ puruṣā yasmin asau (após aplicar a 9a Regra do Sandhi de Visarga) »» Aquilo (asau) no qual (yasmin) os homens (puruṣāḥ) são heróis (vīrāḥ) »» Esse é um conhecido epíteto de uma "aldeia" (grāma). O gênero do composto é masculino porque "grāma" é um substantivo masculino.


Um exemplo adicional de Vyadhikaraṇa-bahuvrīhi (Genitivo): चक्रपाणिः - Cakrapāṇiḥ -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: cakreṇa pāṇiḥ yasya saḥ »» cakreṇa pāṇiryasya saḥ (após aplicar a 7a Regra do Sandhi de Visarga e aglutinar palavras) »» Alguém (saḥ) cuja --de quem-- (yasya) mão (pāṇiḥ) (está dotada) de um disco (cakreṇa); ou também: cakram pāṇau yasya saḥ »» cakraṁ pāṇau yasya saḥ (após aplicar a 10th Regra do Sandhi de Consoantes) »» Alguém (saḥ) na mão (pāṇau) do qual --isto é, em cuja mão-- (yasya) (há) um disco (cakram) »» Esse é um conhecido epíteto do Senhor Viṣṇu. O gênero do composto é masculino porque Viṣṇu é um substantivo masculino.

Um exemplo adicional de Vyadhikaraṇa-bahuvrīhi (Locativo): सिद्धिपुरुषः - Siddhipuruṣaḥ -se você desfizesse o composto, a oração ficaria: siddhibhiḥ puruṣāḥ yasmin asau »» siddhibhiḥ puruṣā yasminasau [após aplicar a 9a Regra do Sandhi de Visarga e aglutinar palavras] »» Aquilo (asau) no qual (yasmin) as pessoas (puruṣāḥ) (estão dotadas) de poderes sobrenaturais (siddhibhiḥ) »» Isso poderia ser usado como epíteto de qualquer mundo celestial onde os habitantes possam apresentar poderes mágicos. O gênero do composto é masculino nesse caso, porque esse epíteto está destinado a mundos celestiais cujos nomes são substantivos masculinos, mas poderia ser feminino ou neutro segundo o gênero dos nomes dos mundos supracitados.


Agora, uma breve introdução aos compostos Avyayībhāva.

Ao início


 Compostos adverbiais

A principal característica dos compostos adverbiais ou Avyayībhāva é que consistem de dois membros: o primeiro membro é sempre um indeclinável ou Avyaya (advérbio ou preposição), e o segundo é um substantivo, que é tratado como se fosse um substantivo neutro declinado no caso Acusativo, singular. Dessa forma, o composto inteiro também é indeclinável, ou seja, não pode ser declinado ou flexionado. Em suma, esses compostos mantêm o seu gênero, número e caso em todas as circunstâncias (Para mais informação sobre declinação, ver Declinação).

Os Avyaya-s ou indeclináveis consistem principalmente de:

Avyaya Simples Advérbios Como "atra" (aqui), "adhunā" (agora), "tadā" (então), "prāk" (antes), "hi" (certamente, porque), etc.
Preposições Como "áti" (além, superando), "upa" (perto), "pari" (por volta, ao redor), "prati" (até, oposto a, em troca), "su" (bem, completamente), etc.
Conjunções Como "átha" (agora, então, além disso), "ca" (e), "vā" (ou), "tu" (mas, no entanto), "kim" (o que?), etc.
Interjeições Como "aho" (ah!, oh!, ai!), "bata" (ah!, oh!, ai!), "hanta" (vamos!, aqui!, veja!, ah!, oh!, ai!), "bhoḥ" (oh!), "vaṣat" (uma exclamação utilizada durante os sacrifícios), etc.
Partículas Como "khalu" (certamente), "ku" (mau), "sma" (quando usada em uma oração com um verbo conjugado no tempo presente, dá sentido de tempo passado), "svit" (implica dúvida), "svī" (implica aceitação), etc.
Composto Principalmente Avyayībhāva-s (o tipo de composto que estamos estudando nesse momento) mais alguns compostos Bahuvrīhi e Tatpuruṣa (que não descreverei nesse momento). Um composto Avyayībhāva inclui um Avyaya (somente advérbio ou preposição, cuidado!) como primeiro membro.

Existem várias regras que governam essa classe de compostos, mas quatro são fundamentais. Essas regras se relacionam com o segundo membro, obviamente:

Regras fundamentais dos compostos Avyayībhāva

1) As vogais longas finais devem ser encurtadas.

2) O "e" ou o "ai" finais se convertem em "i".

3) O "o" final se torna "u".

4) O "n" em substantivos masculinos ou femininos que terminam em "an" é sempre omitido; entretanto, em substantivos neutros que terminam em "an", é omitido opcionalmente.


Agora, cinco exemplos simples:

a) Yathā (um advérbio que significa "de acordo com") + icchā (vontade, desejo)

यथा + इच्छा - Yathā + icchā »» यथा + इच्छ - Yathā + iccha (tive que encurtar o "ā" final en "icchā" pela primeira regra fundamental dos compostos Avyayībhāva) »» यथा + इच्छम् - Yathā + iccham (aqui, declinei a palavra "iccha" no caso Acusativo, número singular, como se fosse um mero substantivo "neutro" terminado em "a" - Para mais informação, ver a seção Declinação e os respectivos apêndices) »» यथेच्छम् - Yatheccham (finalmente, combinei ambos os membros aplicando a 2a Regra Primária do Sandhi de Vogais) »» "de acordo com a vontade" ou "à vontade"

b) Áti (uma preposição que significa "além") + Yamunā (o sagrado rio Yamunā)

अति + यमुना - Áti + Yamunā »» अति + यमुन - Áti + Yamuna (Tive que encurtar o "ā" final em "Yamunā" pela primeira regra fundamental dos compostos Avyayībhāva) »» अति + यमुनम् - Áti + Yamunam (aqui, declinei a palavra "Yamuna" no caso Acusativo, número singular, como se fosse um mero substantivo "neutro" terminado em "a" - Para mais informação, ver a seção Declinação e os respectivos apêndices) »» अतियमुनम् - Atiyamunam (finalmente, uni ambos os membros) »» "Além do rio Yamunā"

c) Iti (um advérbio que significa "desta maneira, assim, tal") + Viṣṇu (no sentido de "a palavra Viṣṇu", e não do Senhor Viṣṇu diretamente)

इति + विष्णु - Iti + viṣṇu (não tive que utilizar nenhuma regra fundamental dos compostos Avyayībhāva nesse caso) »» इति + विष्णु - Iti + viṣṇu (aqui, declinei a palavra "viṣṇu" no caso Acusativo, número singular, como se fosse um mero substantivo "neutro" terminado em "u"... e vejo que a forma declinada coincide com a original, ou seja, "viṣṇu" - Para mais informação, ver a seção Declinação e os respectivos apêndices) »» इतिविष्णु - Itiviṣṇu (finalmente, uni ambos os membros) »» "Tal é (o significado da) palavra Viṣṇu"

d) Upa (uma preposição que significa "perto") + go (uma vaca)

उप + गो - Upa + go »» उप + गु - Upa + gu (tive que substituir o "o" final em "go" por "u" pela terceira regra fundamental dos compostos Avyayībhāva) »» उप + गु - Upa + gu (aqui, declinei a palavra "gu" no caso Acusativo, número singular, como se fosse um mero substantivo "neutro" terminado em "u"... e vejo que a forma declinada coincide com a original, isto é, "gu" - Para mais informação, ver a seção Declinação e os respectivos apêndices) »» उपगु - Upagu (finalmente, uni ambos os membros) »» "Perto de uma vaca"

e) Nis (uma preposição que significa "desprovido de, destituído de, sem") + rājan (rei)

निस् + राजन् - Nis + rājan »» निर् + राज - Nir + rāja (tive que mudar o "s" para "r" pela 7a Regra do Sandhi de Visarga e, então, "obrigatoriamente" omitir o "n" final em "rājan" pela quarta regra fundamental dos compostos Avyayībhāva, porque "rājan" é um substantivo masculino) »» नी + राज - Nī + rāja (aqui, omiti o "r" final em "nir" e alonguei o "i" pela 8a Regra do Sandhi de Visarga) »» नी + राजम् - Nī + rājam (aqui, declinei a palavra "rāja" no caso Acusativo, número singular, como se fosse um mero substantivo "neutro" terminado em "a" - Para mais informação, ver a seção Declinação e os respectivos apêndices) »» नीराजम् - Nīrājam (finalmente, uni ambos os membros) »» "Desprovido de rei" ou "sem nenhum rei"

Lembre-se que esses compostos são indeclináveis. Em outras palavras, eles "não" mudam de gênero (neutro), número (singular) e caso (Acusativo) em nenhuma circunstância. Por exemplo, se eu usasse o composto Avyayībhāva "Atiyamunam" (além do rio Yamunā) que construí acima:

अतियमुनम् + ग्रामः - Atiyamunam + grāmaḥ [note que "grāmaḥ" é o caso Nominativo, número singular, de "grāma" (aldeia), um substantivo masculino que termina em "a"] »» अतियमुनं + ग्रामः - Atiyamunaṁ + grāmaḥ (tive que mudar o "m" para "ṁ" pela 10a Regra do Sandhi de Consoantes) »» अतियमुनं ग्रामः - Atiyamunaṁ grāmaḥ (finalmente, juntei ambas as palavras para formar uma oração) »» "Uma aldeia (localizada) além do rio Yamunā"

Não foi necessário mudar o gênero de "Atiyamunam" para masculino (por exemplo, "Atiyamunaḥ") para concordar com "grāma" devido a este ser um substantivo masculino. "Atiyamunam" permaneceu idêntico, porque é indeclinável, entendeu? Não importa onde você utilizar um composto Avyayībhāva, ele sempre manterá o seu gênero, número e caso.

Por enquanto, já é suficiente.

Ao início


 Notas finais

Bem, isso foi um mero aquecimento, com certeza. O tema "Samāsavṛtti" ou simplesmente "Samāsa" (compostos) é, certamente, muito mais profundo. De qualquer maneira, por meio do presente documento, estabeleci uma fundação sólida para que o edifício chamado "Compostos" não caia... e esmague a nós dois no processo, hehe. Se você acha que estabelecer a fundação foi uma tarefa difícil, não vai querer saber como será difícil construir os andares... e, para piorar tudo, há muitos andares. Esses andares testarão se você realmente quer aprender Samāsa-s ou só estava fingindo, haha. Oh, adoro o Sânscrito, porque liquida o falso ego completamente! Na vida normal (ou seja, egoísta), você pode fingir que está interessado nesse ou naquele assunto, mas, com relação ao aprendizado de Sânscrito, as coisas são "reais": Ou você quer aprendê-lo, ou não quer. Nenhum fingimento pode sobreviver a longo prazo, pois a gramática sânscrita é esmagadora.

Nos vemos em breve.

Ao início


 Informação adicional

Gabriel Pradīpaka

Este documento foi concebido por Gabriel Pradīpaka, um dos dois fundadores deste site, e guru espiritual versado em idioma Sânscrito e filosofia Trika.

Para maior informação sobre Sânscrito, Yoga e Filosofia Indiana; ou se você quiser fazer um comentário, perguntar algo ou corrigir algum erro, sinta-se à vontade para enviar um e-mail: Este é nosso endereço de e-mail.